PantanalEditorial
EducaçãoLiteraturaBibliotecaCiência e PesquisaCulturaOpiniãoEditaisAgenda
PantanalEditorial
  1. Início
  2. /
  3. Cultura
  4. /
  5. Da mesa à memória, exposição apresenta sabores da China Antiga no Rio de Janeiro
Cultura

Da mesa à memória, exposição apresenta sabores da China Antiga no Rio de Janeiro

A exposição Sabores da Tradição: História da Alimentação na China Antiga foi inaugurada, nesta sexta-feira (26), no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro. A cerimônia contou com a presença do ministro substituto da Cultura, Márcio Tavares, de...

Por Assessoria Pantanal Editorial—27 de junho de 2026—5 min
Compartilhar
Imagem original da materia Da mesa à memória, exposição apresenta sabores da China Antiga no Rio de Janeiro.
Foto: Filipe Araújo / MinC

Foto: Filipe Araújo / MinC

A exposição Sabores da Tradição: História da Alimentação na China Antiga foi inaugurada, nesta sexta-feira (26), no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro. A cerimônia contou com a presença do ministro substituto da Cultura, Márcio Tavares, de representantes do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), do Museu Nacional da China, do Consulado-Geral da China no Rio de Janeiro e de instituições parceiras.

A mostra integra a programação do Ano Cultural Brasil-China 2026 e marca mais uma etapa do intercâmbio cultural entre os dois países. Com obras e artefatos originais do acervo do Museu Nacional da China, a exposição propõe uma imersão na história da alimentação chinesa a partir de utensílios, rituais, técnicas culinárias, costumes à mesa e saberes transmitidos ao longo de milênios.

Durante a solenidade, a cônsul-geral da China no Rio de Janeiro, Tian Min, destacou que a exposição chega ao Brasil em um contexto de fortalecimento das trocas culturais entre os dois países. Segundo ela, a mostra está entre as principais atividades do Ano Cultural China-Brasil e se soma a iniciativas desenvolvidas nas áreas da cultura, arte, esporte e educação.

“As civilizações tornam-se mais vibrantes por meio do intercâmbio e mais ricas por meio da aprendizagem mútua”, afirmou Tian Min. A cônsul também defendeu que China e Brasil sigam trabalhando lado a lado para ampliar a qualidade dos intercâmbios interpessoais e culturais. “Reuniremos, por meio do diálogo e da compreensão mútua, a força necessária para avançarmos juntos rumo a um futuro melhor para toda a humanidade”, completou.

Representando o Ministério da Cultura, Márcio Tavares celebrou a abertura da mostra como um gesto de aproximação entre as sociedades brasileira e chinesa. “Brasil e China são civilizações ricas, plurais, atravessadas por muitos tempos históricos”, ressaltou. Para ele, iniciativas como essa criam condições para “um reconhecimento mútuo mais profundo” entre os dois povos.

O ministro substituto também sublinhou o papel da cultura como espaço de encontro e diálogo. “A própria história da alimentação demonstra que as culturas florescem quando dialogam. Elas não perdem sua identidade ao encontrar o outro. Ao contrário, elas se tornam muito mais ricas, muito mais diversas, muito mais criativas”, acrescentou.

A exposição chega ao Brasil após a realização, em Pequim, de uma mostra dedicada a Candido Portinari, no Museu Nacional da China. Na avaliação de Tavares, os dois movimentos revelam a força da cooperação cultural: enquanto o Brasil apresentou ao público chinês a sensibilidade da arte moderna brasileira, a China compartilha agora com o público brasileiro parte de sua tradição civilizatória milenar por meio da alimentação.

Presidenta do Ibram, Fernanda Castro enfatizou que a mostra materializa a parceria firmada entre o Instituto Brasileiro de Museus e o Museu Nacional da China. “A alimentação é, entre todos os domínios da cultura, aquele que mais resiste à abstração. Come-se com o corpo, com a memória, com a identidade”, pontuou.

Fernanda também observou que a gastronomia evidencia como os povos se transformam pelo contato com outras culturas. “A gastronomia é talvez o exemplo mais eloquente de que as culturas não se isolam. Elas se entremeiam, transformam as receitas”, declarou. Para ela, a exposição demonstra a capacidade dos museus de construir pontes, criar laços e cultivar a paz entre os povos.

O diretor do Museu Histórico Nacional, Cícero de Almeida, saudou a chegada da exposição ao Rio de Janeiro e apresentou a alimentação como patrimônio, memória e expressão da vida coletiva. “Civilizações não são construídas apenas por imperadores, exércitos ou monumentos, mas fundamentalmente de gestos cotidianos ligados à alimentação, como semear, colher, cozinhar e, por fim, compartilhar”, afirmou.

Ao tratar do sentido simbólico da mostra, Cícero realçou que a mesa é um espaço de transmissão de afetos e tradições. “Esses gestos transformam o alimento em cultura, em memória, em patrimônio”, acrescentou. O diretor também lembrou uma máxima chinesa antiga segundo a qual “o povo tem na comida o seu ser”, reforçando a alimentação como base da existência humana e da organização social.

Diretor do Museu Nacional da China, Luo Wenli classificou a inauguração como um marco para o intercâmbio cultural entre os dois países. Em seu discurso, ele destacou que a alimentação é uma linguagem universal e um caminho para compreender a história, a estética e a visão de mundo da China Antiga.

“A alimentação é a linguagem universal da vida humana e um veículo fundamental para a transmissão da civilização. Ao longo de milhares de anos de história, a antiga cultura gastronômica chinesa acumulou e integrou a sabedoria de sobrevivência, o espírito humanista e a busca estética da nação chinesa”, declarou Luo Wenli.

O diretor também mencionou a relação de amizade entre Brasil e China e citou o recente sucesso da exposição de Portinari em Pequim. Para ele, embora os dois países estejam geograficamente distantes, a cultura aproxima sensibilidades, histórias e experiências comuns.

Organizada em cinco núcleos temáticos, a mostra percorre aspectos como a diversidade dos alimentos, o uso do fogo e das bebidas quentes, os rituais, a estética dos utensílios e as trocas culturais entre Oriente e Ocidente. O público poderá conhecer peças em cerâmica, bronze, porcelana, jade, ouro e prata, além de recursos visuais e instalações que ampliam a compreensão sobre a cultura alimentar chinesa.

A exposição também evidencia como ingredientes e técnicas culinárias circularam pelo mundo ao longo dos séculos. Produtos como chá, arroz e tofu, originários da China, e alimentos como tomate e milho, vindos do Ocidente, ajudam a contar uma história de encontros, deslocamentos e transformações culturais.

A mostra Sabores da Tradição: História da Alimentação na China Antiga permanece em cartaz no Museu Histórico Nacional até 11 de outubro de 2026.

Fonte: Ministério da Cultura - MinC

Publicado em: 26 de junho de 2026

Link: Acessar publicação original

Matérias relacionadas

Educação

FNDE realiza webinário sobre o Programa Escola em Tempo Integral

Na tarde de segunda-feira, 22 de junho, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), realizou o webinário Assistência Técnica – Execução dos Recursos do Programa Escola em Tempo Integral (ETI e...

Assessoria Pantanal Editorial - 28 de junho de 2026

Cultura

Curso Livre de Produção de Documentário é relançado pela Escult

Estão abertas as inscrições para a segunda turma do Curso Livre de Produção de Documentário, realizado pela Escola Solano Trindade de Cultura e Economia Criativa (Escult), iniciativa do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Economia Criativa, em...

Assessoria Pantanal Editorial - 28 de junho de 2026

PantanalEditorial

Jornalismo, literatura, ciência e cultura a partir do Pantanal. Um portal para notícias, memória, crítica e divulgação pública do conhecimento em Mato Grosso.

Institucional

SobreExpedientePolítica editorialAnuncieContato

Cadernos

EducaçãoCulturaCiência e PesquisaLiteraturaOpinião

Serviços

AgendaEditais e OportunidadesBiblioteca Digital

Projetos

Revista Pantanal de Letras

Legal

Termos de UsoPolítica de PrivacidadeDireitos Autorais

© 2026 Pantanal Editorial. Todos os direitos reservados.

Uma iniciativa da VanROD Soluções Estratégicas em Comunicação.